segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Pagou 2 mil euros para matar o marido

Mandante e executores do crime ficam em casa com pulseira electrónica.
AMARRADO E EMBRULHADO
O cadáver de António da Mota estava escondido numa casa em ruínas, na Quinta da Valenta, em Ermida (Ílhavo), cujo acesso se faz por uma estrada de terra batida. Trata-se de um local ermo, preticamente abandonado, e o corpo estava muito bem dissimulado, foi encontrado amarrado com cordas e embrulhado num cobertor.
Alexandrina e António são os moradores mais próximos do local, onde o corpo foi descoberto pela PJ após a confissão dos dois irmãos, de 17 e 18 anos. Os moradores nada viram, nem se aperceberam de que alguém tivesse estado no local na tarde ou na noite do dia 2 de Janeiro.
O corpo de António Mota terá sido levado para aquele local no próprio dia do homicídio, que os investigadores acreditam ter acontecido a 2 de Janeiro, data do seu desaparecimento.
Após a sua ausência, os pais, irmãos e amigos começaram a afixar cartazes com a foto, a pedir informações sobre o seu paradeiro. "A mulher ligou-me a perguntar se achava bem ter as fotos dele espalhadas, argumentando que faria mal aos miúdos", conta o irmão José Mota.
António Mota tinha dois filhos, um rapaz de 11 anos e uma rapariga de 10, que foram acolhidos por uma irmã da mãe, após a detenção desta. "Não podemos entrar em casa para ir buscar as roupas, pois foi fechada pela Polícia Judiciária", diz o irmão.
Em Agosto, António abriu uma conta conjunta com o irmão mais novo e era para essa conta que era encaminhado o dinheiro que recebia da Segurança Social pela doença. "Esse dinheiro começou a fazer-lhe falta", diz José Mota, que mesmo assim não consegue perceber se foi essa a razão que levou Rosa a encomendar a morte do marido.
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2 thousand euros paid to kill her husband
Principal and executors of the crime remain at home with electronic bracelet.
Anchor chains shall be Wrap
The corpse of Antonio da Mota was hiding in a house in ruins, in the Fifth Valenta, in Chapel (Ílhavo), whose access is by a dirt road. It is a bleak place, preticamente abandoned, and the body was very well hidden, was found tied with ropes and wrapped in a blanket.
Alexandrina and Antonio are the residents closest to the place where the body was discovered by PJ after the confession of the two brothers of 17 and 18 years. Residents saw nothing, or they realized that someone had been in place in the afternoon or at night of Jan. 2.
The body of Antonio Mota has been taken to that place on the day of the murder, which investigators believe to have happened on January 2, the date of his disappearance.
After his absence, parents, brothers and friends began to display posters with the picture, asking for information about his whereabouts. "A woman called me to ask if he thought the photos of him and have spread, arguing it would harm to kids," says his brother Jose Mota.
António Mota had two children, a boy of 11 years and a girl of 10, which were welcomed by a sister of the mother, after the arrest of this. "We can not go home to get the clothes, because it was closed by the Judicial Police," said the brother.
In August, Antonio opened a joint account with the younger brother and was for this account that the money was sent to receive Social Security by the disease. "This money began to make her absence," said Jose Mota, who still can not understand if this was the reason why Rosa to order the death of her husband.

Fonte - "correio da manhã"

1 comentário:

André disse...

é interessante ver o crime pela otica de portugal - pelo menos foi um assassinato com algum objetivo. aqui se mata por matar.