terça-feira, 6 de abril de 2010

EDP corta no prémio de António Mexia , mas paga mais no final do mandato

A assembleia-geral da EDP, de 16 de Abril vai discutir uma proposta de redução dos vencimentos fixos dos 16 membros do conselho geral e de supervisão.
O novo regime para a distribuição de prémios deverá ser neutral e não penalizar a totalidade dos bónus a receber pela equipa de António Mexia no final do mandato.
O prémio plurianual poderá chegar a 120% da remuneração fixa, que a comissão de vencimentos decidiu manter congelada em 600 mil euros brutos por ano.
O limite anterior era de 100%, Na prática, o prémio a pagar em 2010 aos gestores pela performance da empresa em 2009, ano em que a EDP atingiu lucros recorde superiores a mil milhões de euros, vai diminuir.
No caso do presidente, passará de 600 mil para 480 mil euros brutos, mas a remuneração a pagar no final mandato será equivalente à atribuída em 2009 à comissão executiva pelo primeiro mandato à frente da EDP.
Depois de aprovar em Conselho de Ministros o não pagamento de prémios aos gestores públicos em 2010 e 2011, o Ministério das Finanças revelou a intenção de fazer a mesma recomendação nas assembleias gerais das empresas em que o Estado é accionista minoritário.
Já o corte em 10% no salário do presidente do Conselho Geral e de Supervisão - António de Almeida recebeu cerca de 638 mil euros em 2009 -, de 5% para os restantes, e ainda a não criação de um cargo de vice-presidente, são propostas da comissão de remunerações dos restantes órgãos sociais da EDP que seguem as recomendações do governo e as orientações do Estado através da Parpública.
António Mexia teve direito a uma remuneração total de 3,1 milhões de euros, que inclui o prémio anual de 2009 e mais três bónus do mesmo valor (600 mil euros brutos) por cada ano em que cumpriu as metas de gestão do mandato anterior (entre 2006 e 2008).
Estes valores pagos numa empresa onde o Estado é o accionista mais forte têm sido fortemente criticados.
Ontem, o ex-ministro Mira Amaral considerou os valores pagos a gestores de empresas como a EDP e a PT de um exagero e defendeu que o Estado deve limitar esses salários e não "pode assobiar para o lado" em empresas onde tem posições que qualificou de dominantes e que actuam em mercados protegidos que resultaram de antigos monopólios. No Domingo, o deputado socialista António José Seguro qualificou de "escandaloso" o bónus do presidente da EDP.
É FARTAR VILANAGEM !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
TIRA-SE COM UMA MÃO MAS DÁ-SE COM A OUTRA!

Fonte: i

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