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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Falavam-me de Amor

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas, 


menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas. 


Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado. 


O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado. 


Natália Correia, in 'O Dilúvio e a Pomba'


1 comentário:

Anónimo disse...

Continue incentivando a poesia e aos poemas,nos traz leveza de espírito e mais brilho no olhar.Parabéns!