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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes

2 comentários:

Leitora Sedenta disse...

Minha poesia favorita ����

Unknown disse...

Valores infindáveis de um tempo bom, bom como as cantigas, como as serenatas e as lembranças, quando tudo havia un sentido mesmo não sentindo que era um tempo bom.....