Eu, tímida que sou
Ninguém vai acreditar
quando de posse do microfone
Eu silenciosamente gritar
o decreto contra a violência
Eu, tímida que sou
Ninguém vai acreditar
quando diante do tribunal
Eu calar todos os que fazem o mal
E oferecer-lhes amor
Eu, tímida que sou
Ninguém vai acreditar
Quando diante de cada esquina
Eu sair a declamar um poema
Que cale toda indiferença
E preencha as ruas de paz e de flor

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