Qual o veado, que buscou o aprisco,
Balindo arisco, para a cerva corre…
ou como o pombo, que os arrulos solta,
Se ao ninho volta, quando a tarde morre…,
Assim, cantando a pastoril balada,
Já na esplanada o lenhador chegou.
Para a cabana da gentil Maria
Com que alegria a suspirar marchou!
Ei-la a casinha… tão pequena e bela!
Como é singela com seus brancos muros!
Que liso teto de sapé doirado!
Que ar engraçado! que perfumes puros!
Abre a janela para o campo verde,
Que além se perde pelos cerros nus…
A testa enfeita da infantil choupana
Verde liana de festões azuis. É este o galho da rolinha brava,
Aonde a escrava seu viver abriga…
Canta a jandaia sobre a curva rama
E alegre chama sua dona amiga.
Aqui n’aurora, abandonando os ninhos,
Os passarinhos vêm pedir-lhe pão;
Pousam-lhe alegres nos cabelos bastos,
Nos seios castos, na pequena mão.
Balindo arisco, para a cerva corre…
ou como o pombo, que os arrulos solta,
Se ao ninho volta, quando a tarde morre…,
Assim, cantando a pastoril balada,
Já na esplanada o lenhador chegou.
Para a cabana da gentil Maria
Com que alegria a suspirar marchou!
Ei-la a casinha… tão pequena e bela!
Como é singela com seus brancos muros!
Que liso teto de sapé doirado!
Que ar engraçado! que perfumes puros!
Abre a janela para o campo verde,
Que além se perde pelos cerros nus…
A testa enfeita da infantil choupana
Verde liana de festões azuis. É este o galho da rolinha brava,
Aonde a escrava seu viver abriga…
Canta a jandaia sobre a curva rama
E alegre chama sua dona amiga.
Aqui n’aurora, abandonando os ninhos,
Os passarinhos vêm pedir-lhe pão;
Pousam-lhe alegres nos cabelos bastos,
Nos seios castos, na pequena mão.
Eis o painel encantado,
Que eu quis pintar, mas não pude…
Lucas melhor o traçara
Na canção suave e rude…
Vede que olhar, que sorriso
S’expande no brônzeo rosto,
Vendo o lar do seu amor…
Ai! Da luz do Paraíso
Bate-lhe em cheio o fulgor.
Que eu quis pintar, mas não pude…
Lucas melhor o traçara
Na canção suave e rude…
Vede que olhar, que sorriso
S’expande no brônzeo rosto,
Vendo o lar do seu amor…
Ai! Da luz do Paraíso
Bate-lhe em cheio o fulgor.
Castro Alves

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