Àguas e pedras do rio
Meu sono vazio
Não vão acordar
Àguas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar
Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Àguas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar
Àguas do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Àguas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar
Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Àguas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar
José Afonso

1 comentário:
Oh, José Afonso, amigo,
Muito bom o teu poema
Sobre o rio, que é de suprema
Beleza! E fraseando contigo
Ao rio que corre, prossigo
À luz da imaginação,
Dizendo que o rio, então,
Reluta a não chegar
Ao estuário e ao mar,
Aonde termina o seu vão.
Belo poema! Parabéns! Laerte.
Enviar um comentário