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sábado, 19 de setembro de 2020

Balada do Outono

Àguas e pedras do rio
Meu sono vazio
Não vão acordar
Àguas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Àguas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Àguas do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Àguas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Àguas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

José Afonso
 

1 comentário:

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e outros textos literários. disse...

Oh, José Afonso, amigo,
Muito bom o teu poema
Sobre o rio, que é de suprema
Beleza! E fraseando contigo
Ao rio que corre, prossigo
À luz da imaginação,
Dizendo que o rio, então,
Reluta a não chegar
Ao estuário e ao mar,
Aonde termina o seu vão.

Belo poema! Parabéns! Laerte.